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MIOMA UTERINO X INFERTILIDADE

Frequentemente somos questionados sobre a relação entre miomas uterinos e infertilidade.

As perguntas mais frequente são :

– Eu tenho miomas, vou ter dificuldade para engravidar?

– Miomas são causa se infertilidade?

– Preciso operar o mioma para poder engravidar?

Hoje vamos conversar sobre algumas destas duvidas frequentes.

 

Atualmente conhecemos muitas causas de infertilidade, as principais são:

– Endometriose

– Disfunções hormonais (Síndrome dos ovários policísticos, hiperprolactinemia)

– Disfunção / obstrução das tubas uterinas decorrentes de doenças infecciosas pélvicas (DIPA)

– Variações da anatomia do útero (útero septado, útero bicorno)

– Leiomiomas  (miomas uterinos)

– Endometrites (infecciosas e auto imunes)

– Doenças auto imunes (lúpus eritematoso sistêmico, síndrome antifosfolipideo)

– Doenças hematológicas (trombofilias)

– Alteração na função da glândula tireoide (hipotireoidismo, hipertireoidismo)

– Alteração na forma, quantidade, motilidade e vitalidade dos espermatozóides

– Infertilidade de causas desconhecidas

Como vocês viram, existem muitas causas de infertilidade descritas pela literatura médica atualmente. Frequentemente encontramos associação de duas ou mais causas de infertilidade, exemplo (hipotireoidismo,miomas e endometriose).

Segundo a literatura médica atual o leiomioma uterino (mioma uterino) é causa de infertilidade em aproximadamente 5% dos casos, ou seja, em apenas 5% de todos os casos de infertilidade o leiomioma uterino é considerado como causador do problema.

O leiomioma uterino (mioma uterino) pode causar infertilidade quando:

– Ocupar toda cavidade endometrial impedindo a implantação e desenvolvimento do embrião

– Levar a alteração da anatomia uterina

– Levar a obstrução das tubas uterinas

– Impedir a passagem do espermatozoide

Segundo artigo publicado na revista Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology em fevereiro de 2015, com titulo Identifying pacientes who can improve fertility with myomectomy , a remoção dos miomas é benéfica nas pacientes com infertilidade sem causas adicionais e a cirurgia deve ser recomendada para estas pacientes. Outro dado apresentado neste artigo é que as taxas de gravidez foram maiores nas pacientes submetidas a miomectomia quando não apresentavam outras causas adicionais de infertilidade.

Conclusão:

– Muitas são as causas de infertilidade descritas pela literatura atual.

– Os miomas uterinos são causadores de infertilidade (sem outras causas adicionais) em aproximadamente 5% dos casos.

– O mioma é causador de infertilidade em algumas situações especificas.

– Mulheres com infertilidade e miomas sem outras causas adicionais podem apresentar benefícios e aumento das taxas de fertilidade quando submetidas a remoção dos miomas.

Atenção:

As informações contidas neste blog tem caráter apenas informativo e elucidativo.

O médico especialista deve sempre ser consultado para orientar o tratamento.

As situações devem ser individualizadas e tratadas conforme a orientação do médico especialista.

Texto escrito por Dr. Rogério Tadeu Felizi, médico ginecologista e obstetra, especialista em cirurgia ginecológica e cirurgia minimamente invasiva.

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O QUE SÃO LEIOMIOMAS UTERINOS

Leiomiomas Uterinos (miomas uterinos)

Os Leiomiomas uterinos ou miomas uterinos são os tumores pélvicos sólidos mais frequentes do trato genital feminino.

A teoria mais aceita para explicar o aparecimento dos Leiomiomas Uterinos é a perda de regulação do crescimento das células miometriais originando um grupo de células que irá formar o nódulo de mioma.

Os Leiomiomas Uterinos estão presentes em mais de 30% das mulheres em idade fértil e aproximadamente 50% das mulheres acima dos 40 anos, são mais frequentes nas mulheres com antecedente familiar de mioma uterino.

Os Leiomiomas Uterinos podem ser classificados em subseroso, submucoso ou intramural conforme sua localização no corpo uterino.

Leiomiomas Uterinos tipos-de-miomas

As principais manifestações clinicas são:  dor pélvica, sangramento uterino anormal, aumento do volume abdominal e infertilidade. Estas manifestações dependem da localização e tamanho dos miomas.

O diagnóstico é feito pela anamnese, exame físico ginecológico e exames de imagem (Ultrassonografia e ressonância magnética).

Anti-inflamatórios não hormonais e pílulas anticoncepcionais geralmente são a primeira linha de tratamento dos miomas, no entanto alguns medicamentos como os análogos do GnRH podem ser utilizados, principalmente no preparo para cirurgias minimamente invasivas.

Leiomiomas Uterinos cirurgia-robótica

O tratamento cirúrgico dos miomas pode ser dividido em dois grupos a seguir:

Conservador (retirada dos miomas e preservação do útero)

Radical (retirada do corpo uterino).

O tratamento cirúrgico pode ser realizado pela técnica convencional (laparatomiza) ou através das técnicas minimamente invasivas (histeroscopia, laparoscopia ou cirurgia robótica), a depender do tamanho e localização dos miomas.

Os principais diagnósticos diferencias dos miomas são o leiomiossarcoma, neoplasias estromais, carcinoma endometrial.

Cerca de 20% das mulheres portadoras de miomas uterinos são assintomáticas. As principais manifestações clinicas dos miomas são o aumento do fluxo menstrual, algia pélvica, infertilidade e aumento do volume abdominal, a intensidade dos sintomas depende da localização, quantidade e tamanho dos miomas.

Leiomiomas Uterinos localizados na cavidade uterina chamados de submucosos geralmente estão relacionados ao aumento do fluxo menstrual e infertilidade.

O excesso do fluxo menstrual pode levar a quadros anêmicos e sintomas de fadiga e astenia.

O aumento do volume uterino pode comprimir estruturas adjacentes ao útero levando ao aparecimento de sintomas urinários e intestinais.

Leiomiomas Uterinos com crescimento muito rápido (acima de 25% em 3 meses) devem ter diagnóstico diferencial de leiomiossarcoma.

Diagnóstico dos Leiomiomas uterinos

A História clínica (aumento do fluxo menstrual, algia pélvica e infertilidade) associada ao exame clínico levam ao médico suspeitar do diagnóstico de miomas uterinos, porém alguns exames de imagem auxiliam o médico na elucidação deste diagnóstico.

O principal exame de imagem utilizado no diagnóstico dos miomas uterinos é a ultrassonografia pélvica, principalmente pela alta acurácia, disponibilidade e baixo custo, este pode ser realizado pelas vias abdominal ou transvaginal.

A ressonância nuclear magnética de pelve pode ser utilizada para situações onde encontramos 5 ou mais miomas uterinos, diferenciação entre miomas uterinos e adenomiose e no planejamento cirúrgico.

A histerossalpingografia (exame realizado para avaliar a permeabilidade tubária) deve ser indicado principalmente após realização de cirurgia conservadora.

Avaliação endoscópica (histeroscopia) é indicada principalmente para avaliação dos miomas submucosos, decisão pela técnica cirúrgica e diagnóstico diferencial de miomas, pólipos uterinos e neoplasias malignas uterinas (leiomiossarcoma e adenocarcinoma de endométrio).

Nos casos de miomas com crescimento rápido é importante a realização de exames complementares como dopplerfluxometria e histeroscopia com biopsia para diagnóstico diferencial de leiomiossarcoma.

Tratamentos

Existem vários tipos de tratamento para o mioma, desde tratamento medicamentoso, embolização, cirúrgico sendo o conservador ou radical. Leia mais sobre os detalhes dos tratamentos de mioma no artigo exclusivo sobre Tratamentos do Mioma Uterino.

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MIOMA UTERINO INTRAMURAL

Mioma uterino intramural: o que é?

Os miomas uterinos são problemas relacionados à saúde da mulher, sendo fator de preocupação para a maioria do público feminino. Dentre os tipos de miomas está o mioma uterino intramural, que se refere a um tumor benigno que se instala na parede interna do útero e é o tipo mais comum de mioma.

Como se trata de um tumor benigno, não há muito com o que se preocupar, pois o problema pode ser resolvido, desde que seguido o tratamento correto.

Causas do mioma uterino intramural

Apesar de não existir nenhum estudo que comprove as reais causas do mioma uterino intramural, alguns fatores podem contribuir para o seu surgimento. Veja quais são:

Fatores genéticos – em alguns casos, os miomas uterinos ocorrem nas mulheres da mesma família, ou seja, as chances de se ter um mioma uterino intramural aumentam se já tiver algum familiar que tenha o problema;

Fatores hormonais – a variação e desequilíbrio dos hormônios progesterona e estrógeno também podem contribuir para o aparecimento de miomas. Tanto que para as mulheres que já se encontram na menopausa e já possuem menos hormônios, os riscos de miomas intramurais são bem menores;

Fatores de crescimento – hoje em dia, muitas mulheres acabam apelando para os suplementos alimentares, com o objetivo de proporcionar o crescimento dos músculos. Esses suplementos, ao que tudo indica, também podem afetar a saúde e contribuir para a formação e aumento dos miomas.

Sintomas do mioma uterino intramural

Apesar de não ser um problema tão grave, é preciso prestar atenção nos sintomas, pois se identificado ainda no início, o tratamento é bem mais fácil. Além disso, recomenda-se fazer os exames de rotina com frequência, pois muitas mulheres que possuem o mioma não apresentam nenhum sintoma, uma vez que eles só aparecem quando o tumor aumenta de tamanho.

Dentre os sintomas mais comuns, estão:

  • Grande fluxo menstrual, durando sete dias ou até mais;
  • Dificuldade de esvaziar a bexiga;
  • Aumento do volume abdominal;
  • Prisão de ventre;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Dor abdominal.

Mioma uterino intramural: os fatores de risco

Além dos fatores genéticos, as mulheres negras possuem maiores chances de desenvolverem miomas, portanto, precisam ter ainda mais cuidado. As mulheres que tiveram a menstruação precoce ou possuem uma alimentação rica em carnes vermelhas também possuem maior probabilidade de desenvolver mioma.

Como tratar mioma uterino intramural

Na maioria das vezes, o diagnóstico se dá pelo ginecologista, através dos exames de rotina. No entanto, se você apresentar qualquer sintoma, é importante consultar o seu médico, que vai solicitar os seguintes exames: hemograma completo e ultrassonografia transvaginal. Se esses não forem suficientes, alguns tipos de ultrassom e ressonância magnética também podem ser solicitados.

O tratamento do mioma uterino intramural se dá através de medicamentos como contraceptivos e suplementos de vitaminas que inibem o desenvolvimento do mioma. No entanto, existe também a possibilidade de resolver o problema através de procedimentos cirúrgicos não invasivos, como a embolização da artéria uterina, a miomectomia histeroscópica, ou então através das cirurgias tradicionais, como a histerectomia e a miomectomia abdominal.

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